Aviú – micro camarão do Pará

por Diego Barreto

Faz um tempo que o Pará está na minha lista de lugares a conhecer. Desde que conheci jambú em 2008 a curiosidade não tem me deixado em paz.

Há algum tempo dei aula para uma moça paraense e, com o contato diário, acabamos ficando amigos. Histórias das mais mirabolantes de sua terra me chegavam ao ouvido e minha curiosidade com esse estado só aumentava.

Ganhei então alguns mimos das bandas de lá; dentre eles, o aviú!

Ouvi falar em aviú pela primeira vez ano passado, quando um professor paraense da faculdade em que ministrava aulas prometeu um saco dele para uma colega de trabalho apaixonada pela iguaria. Sem saber do que se tratava, perguntei e soube en passant que se tratava de um pequeno camarão do Pará.

O aviú é um artrópode crustáceo, decápode, malacostráceo, macruro, sergestídeo (Acetes americanus) de água doce. É abundante na superfície das águas, depois das primeiras enchentes dos rios amazônicos - principalmente no Tapajós, perto de Santarém (PA). Seu tamanho é de aproximadamente 8 mm.

O aviú está presente em uma grande variedade de pratos regionais, como tortas, ensopados, omeletes, farofas.

Em algumas regiões pode ser chamado de avium, e também é pano de fundo para diversas pegadinhas com turistas.

É natural alguém ser convidado para uma churrascada de aviú, para comer costela de aviú ou ainda pedirem para retirar os minúsculos olhos de cada camarãozinho.

No Pará é vendido em feiras livres e mercado, fresco, salgado ou congelado (entre $4 e $15/kg).

Seu cheiro lembra o camarão seco baiano, porém o sabor é distinto.

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Diego Barreto

Diego Barreto
Coordenador da gastronomia na unidade penha do Senac, cozinha profissionalmente há 8 anos. Uma das suas paixões é a panificação - é um dos únicos brasileiros a ter estudado esse tema em famosas escolas internacionais, como a francesa École Lenôtre e a americana San Francisco Baking Institute.
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